quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Nenhum homem é uma ilha

Nenhum homem é uma ilha - aí está uma frase ambígua.

O que querem dizer com isso?

Que o ser humano precisa de companhia, de apoio, auxílio e solidariedade? Ou que, de fato, o isolamento faz com que se perca a característica humana para que se dê origem a um novo tipo de ser? Neste caso, especificamente, nenhuma das alternativas. O homem é, sim, a ilha e a ilha é, por sua vez, o homem. Confuso? Eu explico.

Os eventos que se deram na Ilha Grande, há três dias, não deixam de martelar na minha cabeça uma dúvida que sempre tive e que - agora - já não é mais dúvida: "há muito mais entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia". O que pude contemplar é inexplicável. Tratam-se de provas, provas irrefutáveis de que o sobrenatural existe, de que não se pode mais considerar que estamos sozinhos neste mundo. E, no entanto, o ser humano é pobre de espírito. Quando aqui digo "ser humano", também me enquadro na categoria. É pobre de espírito ao negar a existência do oculto, do inexplicável, como o fazem as instituições e os mecanismos legais criados pelo homem.

Foram-me tomadas as câmeras, os equipamentos, tudo o que poderia conter quaisquer provas do que estou aqui a escrever. Tentei falar, mas palavras já não mais fazem sentido. Vivemos em uma época de incredulidade - o que é surpreendente, uma vez que recém saímos do juízo final categorizado por formas podres de nós mesmos. Não, falar já não adianta mais. Ainda há esperança de que eu possa mudar, mesmo que aos poucos, mesmo que lentamente, as opiniões de vocês, caros leitores, e de todos os demais que possam ter acesso a estes escritos. No entanto, existem forças - e estas são EM NADA sobrenaturais - que impedem meu progresso,  bloqueiam minha cruzada pela verdade nua e crua.

Essas forças já conhecemos. A polícia, entidades governamentais, alguns campos da mídia e até mesmo empreendedores do setor privado. Todo mundo quer uma fatia do bolo, todos querem se lambuzar com a ingenuidade do povo. E cá vos digo, senhores, de ingênua nada tenho.

Uma tempestade está chegando.

Se nós, homens, somos ilhas, talvez seja a hora de transbordar.

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